André Jolivet

André Jolivet


André Jolivet nasceu em Paris, em 8 de agosto de 1905. Estudou pintura, depois, sonhou com o teatro (montava e interpretava espetáculos dramáticos), antes de se dedicar à música. Os seus estudos musicais, começados na Escola Normal, continuaram com Paul de Flem (1927-1932) e Edgar Varese (1930-1933). O primeiro ensinou-lhe as disciplinas clássicas com uma inteligência e um liberalismo esteticamente incomparáveis; o segundo, pioneiro na música "experimental", iniciou-o nas leis da acústica e nos sortilégios da orquestra.

Em 1935, logo após os estudos, Jolivet compôs uma obra magistral, revolucionária, onde se afirmou desde logo, o seu estilo muito pessoal: Mana, suíte de 6 peças curtas para piano, apresentadas ao público pouco depois, num dos primeiros concertos da Spirale. Esta associação de música de câmara, fundada por Messiaen e Lesur, deu origem, no ano seguinte, ao grupo Jeune France, graças à intervenção de Baudrier.

Os quatro jovens músicos, ligados principalmente pela amizade, só tinha como programa a defesa dos valores espirituais na mais completa independência estética. O primeiro concerto do Jeune France realizou-se em junho de 1936, sob a direção de Désormiere e com o patrocínio de Duhamel, Mauriac, Valéry, etc. As pesquisas melódicas, harmônicas e rítmicas de Jolivet exerceram, então, uma profunda influência sobre a evolução do estilo de Messiaen.

Em 1943, Jolivet foi chamado para dirigir a música de Honegger para as representações de Soulier de satin na Comédia Francesa, onde seria diretor de música durante quinze anos (1945-1960). A partir de 1960, dirigiu em Aix-en-Provence um conservatório internacional dedicado ao ensino superior da música, num espírito deliberadamente aberto a todas as pesquisas musicais do nosso tempo. Jolivet morreu em Paris, em 20 de dezembro de 1974.

Desde 1939, que Jolivet queria 'devolver à música o seu caráter original antigo, quando era expressão mágica e encantadora da religiosidade dos grupos humanos': daí, Mana ('mana é aquela força que nos prolonga nos nossos feitiços familiares'), Cinco danças rituais, Cosmogonie, etc. A sua música pode ainda exprimir mais simplesmente a condição humana na sua trágica grandeza (Trois complaintes du soldat, uma obra-prima).

Mas impôs-se sempre à sua consciência a função social da música, que nunca quis tratar como uma mera 'arte de concordância'. As inovações espetaculares, a originalidade dos meios utilizados (harmona natural baseada em fenômenos de ressonância, utilização de "modos" novos, de ritmos de notação complexa, determinados pelas frases e as intensidades do "fluxo sonoro"), esses elementos de uma sutil alquimia sonora desaparecem no campo de forças de uma vontade criadora, que exerce no ouvinte um poder de encantamento singularmente eficaz.

Escreveu a ópera bufa Dolores, o oratório La vérité de Jeanne, uma missa para vozes, órgão e tamborim, Suíte Litúrgica (vozes, oboé, violoncelo, harpa), Trois complaintes du soldat (vozes e orquestra de câmara), Poemas íntimos (idem), Épithalame (para orquestra vocal); obras sinfônicas (Cinco danças rituais, Psyché, Cosmogonie, Suíte Transocéane, 2 sinfonias), concertos para diversos instrumentos (ondas Martenot, piano, trompete, flauta, harpa, fagote, violoncelo), música de cena (incluindo a de Antigona), Mana, 2 sonatas para piano e um quarteto para cordas.

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