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Jakob Fugger - 1459-1525


Se estivesse vivo hoje, Jakob Fugger (1459-1525) seria, calcula-se, mais rico que Bill Gates, Warren Buffet, Carlos Slim e Mark Zuckerberg juntos.

Jakob Fugger, o Rico (em alemão: Jakob Fugger von der Lilie) ou ainda Jakob II, (Augsburgo, 6 de março de 1459 - 30 de dezembro de 1525), foi o maior mercador, empresário e banqueiro da Europa. Nascido em Augsburgo, na Baviera, era descendente da família Fugger, de mercadores. Em poucas décadas expandiu os negócios da família, com operações em todo o continente europeu. Começou os estudos com 14 anos, em Veneza, onde morou até 1487. Era ao mesmo tempo clérigo, mas nunca viveu em um monastério. Ele figura na lista de pessoas mais ricas da história moderna, ao lado de nomes como John D. Rockefeller e Andrew Carnegie.

A origem da riqueza da família pode ser rastreada até o mercado têxtil na Itália. A empresa cresceu rapidamente depois que os irmãos Ulrich, Georg e Jakob começaram a fazer transações com a Casa de Habsburgo, bem como a Cúria Romana, ao mesmo tempo que começaram mineração na região do Tirol. A partir de 1493 também começaram a extrair prata e cobre do Reino da Boêmia e do Reino da Hungria. Em 1525, passaram a extrair mercúrio de Almadén. Após 1487, Jakob se tornou o chefe dos negócios da família Fugger, que já tinha o monopólio na extração de cobre na europa. O cobre da Eslováquia era transportado da Antuérpia até Lisboa e depois embarcado para a Índia. Jakob foi um dos financiadores da primeira e única expedição alemã para a Índia, em colaboração com uma frota portuguesa, entre 1505 e 1506, bem como a fracassada expedição espanhola para as Ilhas Molucas.

Pelo apoio que oferecia à dinastia dos Habsburgo, ele detinha grande influência na política europeia da época. Financiou a ascensão de Maximiliano I do Sacro Império Romano-Germânico e fez grandes contribuições para assegurar a eleição do rei espanhol Carlos I para se tornar imperador. Jakob também esteve por trás de casamentos que levaram a Casa de Habsburgo a assumir os reinos da Boêmia e Hungria.

Para assegurar seu nome e seu legado, ele fundou capelas e igrejas pela Alemanha, como a igreja de Santa Ana, em Augsburg, construída de 1509 a 1512, sendo a primeira igreja renascentista do país, onde estão os túmulos de Ulrich, Georg e Jakob. Fuggerei, uma comunidade católica ainda em uso, foi fundada por Jakob em 1521 e é o mais antigo em operação.

Mais novo entre dez irmãos, Jacob Fugger foi escolhido ainda pequeno pela mãe para ser padre. A enérgica viúva tinha outros seis filhos varões para cuidar dos prósperos negócios da família e o caçula poderia muito bem seguir a via espiritual, ela calculou, numa espécie de dízimo familiar.

Se o plano tivesse ido adiante, Jacob teria seguido uma vida regida pelo celibato, o dogma e, ironicamente, o voto de pobreza. Mas Barbara, a rígida e astuta matriarca, mudou de ideia sem motivo aparente e Fugger seguiu o caminho dos negócios, tornando-se um dos maiores financistas da história. E, como afirma o jornalista e consultor George Steinmetz, autor de uma biografia recém-lançada nos Estados Unidos, no "homem mais rico que já viveu". Embora tal título seja difícil de comprovar, o livro mostra com riqueza de detalhes e farta pesquisa que Fugger merece, no mínimo, ocupar um lugar de destaque no hall da fama das finanças, talvez como o primeiro superbanqueiro da história.

Sua trajetória oferece um fascinante retrato da evolução dos negócios através dos tempos e seus ingredientes perenes, como a interseção entre dinheiro e poder, o exercício da especulação e a ganância sem limites, entre outros que encontram ecos familiares até os dias de hoje.

Fugger nasceu em 1459 em uma família de mercadores prósperos na cidade de Augsburg, no que atualmente é a Baviera alemã. Ao morrer, em 1525, era o homem mais rico da Europa e um dos mais influentes, tendo desempenhado papel central na criação do Império Habsburgo.

Augsburg, hoje uma pacata cidade mais conhecida pelo teatro de marionetes, era na época um dos principais centros financeiros europeus, livre de controle feudal e bem posicionada na rota comercial entre a Itália e os Países Baixos, além de próxima das minas de prata e cobre da Europa Central.

Liberto de uma vida dedicada à religião, Jacob Fugger foi enviado ainda adolescente pela mãe a Veneza, na época a cidade mais mercantilista do planeta, onde os jovens de famílias ricas iam para aprender os meandros dos negócios e fazer contatos.

Foi lá que nasceu o banqueiro Fugger. Em Veneza ele aprendeu todos os princípios do ofício que o tornaria o homem mais rico de sua época. Não é por acaso que peças básicas do vocabulário bancário usado até hoje em vários idiomas têm origem no italiano, lembra Steinmetz no livro: crédito, débito e banca, são alguns exemplos.

Ao retornar a Augsburg, Fugger encontrou terreno fértil para exercitar as habilidades adquiridas em Veneza, fazendo empréstimos a senhores feudais garantidos pela produção das minas de prata e cobre. Aos 30 anos decretou que dedicaria seus dias a acumular o máximo de riqueza possível, e assim o fez até o último deles.

O banqueiro alemão - apelidado de "O rico" - chegou a acumular, ao longo da vida, uma fortuna equivalente ao que hoje seriam US$ 400 bilhões (R$ 1,2 trilhão), segundo o biógrafo Greg Steinmetz.

Ex-editor do Wall Street Journal, Steinmetz considera Fugger o homem mais rico da história, e foi esse o título que deu ao livro que escreveu sobre o banqueiro em 2015.

Embora muitas pessoas levantem ressalvas à comparação da riqueza em diferentes períodos históricos, de uma coisa Steinmetz se diz seguro: "Jakob Fugger foi sem dúvida o mais poderoso banqueiro de todos os tempos", disse ele à BBC Mundo, o serviço da BBC em espanhol.



Em que ele baseia essa afirmação?
No Renascimento, a época em que Fugger viveu, o mundo era controlado por duas figuras: o imperador romano e o papa. E Fugger financiou os dois.


    Na avaliação de Steinmetz, nenhum banqueiro em toda a história teve tanta influência sobre o poder político como Fugger.

    Fugger decidiu que o rei da Espanha, Carlos I, deveria ser o imperador de Roma e o fez vencer a eleição (com o nome de Carlos V). Carlos V colonizou o Novo Mundo. A história não seria a mesma se não tivesse chegado ao poder.




    Desconhecido

    Como se explica então que poucos tenham ouvido falar de Jakob Fugger? E que, em vez disso, saibamos tanto sobre alguns de seus contemporâneos, como os Médici, os irmãos César e Lucrécia Bórgia ou Nicolau Maquiavel?

    Uma das razões, de acordo com Steinmetz, é que Fugger era alemão e não se tornou conhecido no mundo anglófono. E foi exatamente isso que motivou o autor a escrever sobre o banqueiro.

    O principal motivo pelo qual poucos fora de seu país de origem conheçam a história desse homem é porque ele não era um personagem colorido, como os outros famosos citados de sua época.
    Ele não tentou se tornar papa nem ocupar cargos políticos. Ele não patrocinou nenhum artista renascentista. Nem construiu palácios ou templos.
    Sua obra mais famosa é o Fuggerei: um projeto de habitação social que criou na cidade de Augsburg, no sul da Alemanha, e que continua conhecida porque quem vive ali paga um aluguel simbólico de US$ 1 por ano.

    Legado

    Isso não significa que Jakob Fugger não tenha deixado a sua marca. Na verdade, sua influência pode ser sentida até hoje, embora muitos não saibam disso.
    A seguir, cinco heranças importantes desse ilustre desconhecido:

    1. Criou a primeira multinacional

    Em sua época, a atividade econômica era pequena. Os ricos viviam de suas terras e do trabalho dos camponeses, que recebiam proteção em troca.
    Fugger negociou direitos a mineiros em troca de seus empréstimos e, assim, conseguiu monopolizar o comércio de cobre e prata.
    Além disso, ele comercializou especiarias. Assim, foi um dos precursores do capitalismo.

    2. Criou o primeiro serviço de notícias

    Fugger sabia que a informação é valiosa e, portanto, queria acessá-la antes de seus concorrentes.
    Para isso, ele pagou mensageiros para trazer informações sobre a atividade comercial e política de diferentes cidades.
    Seus sucessores mantiveram a tradição e criaram o Fugger Newsletters, que alguns consideram um dos primeiros jornais da história.

    3. Criou formas de financiar dinheiro que perduram até hoje

    Os Médici, por exemplo, já tinham bancos naquela época, mas a Igreja Católica não permitia o pagamento de juros, por considerá-lo ganância.
    Fugger convenceu o papa Leão X - um cliente seu - a suspender essa proibição e começou a oferecer uma taxa de juros de 5% ao ano para os clientes que depositavam dinheiro no seu banco de Augsburg.

    4. Financiou exploradores

    Ele tinha 33 anos quando Colombo descobriu a América. Interessado ​​no potencial econômico dessas expedições, financiou a primeira viagem para a Índia.
    Ele também foi um dos financiadores da viagem ao redor do mundo de Fernão de Magalhães.

    5. Acabou estimulando a Reforma Protestante

    Um dos negócios que Fugger manteve com o Vaticano foi a venda de indulgências.
    Ele propôs uma forma de financiar a catedral de São Pedro. A metade dos rendimentos foi destinada a esse fim e a outra metade ficava com ele.
    Neste ano completam 500 anos desde que Martinho Lutero protestou contra esse negócio, dando origem à Reforma Protestante.
    #CarlosI #CarlosV #CésarBórgia #Colombo #Fugger #Fuggerei #JacobFugger #JakobFugger #JakobFuggerVonDerLilie #JakobII #LeãoX #LucréciaBórgia #Médici #Maquiavel

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    Capital de Mercado: US$ 303 bilhões



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    25 Mulheres Mais Poderosas do Mundo em 2016 - Angela Merkel

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    Cargo: chanceler

    País: Alemanha
    Para chegar aos 100 nomes presentes na lista das mulheres mais poderosas do mundo, FORBES realiza uma compilação baseada em oito categorias: bilionárias, empreendedoras, celebridades, setor financeiro, mídia, filantropas, políticas e da área de tecnologia. Em seguida, quatro formas de avaliação são aplicadas: fortuna, presença e importância na mídia, esferas de influência e impacto.
    Veja na galeria de fotos as 25 mulheres mais poderosas do mundo em 2016:

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    Srinivāsa Aiyangār Rāmānujan


    Srinivāsa Aiyangār Rāmānujan (em tâmil: ஸ்ரீனிவாஸ ஐயங்கார் ராமானுஜன்) (Erode, 22 de dezembro de 1887 — Kumbakonam, 26 de abril de 1920), foi um matemático indiano. Sem formação acadêmica, realizou contribuições substanciais nas áreas da análise matemática, teoria dos números, séries infinitas, frações continuadas, etc...

    Nasceu em Erode, pequena localidade a 400 km a sudoeste de Madras (hoje Chennai), Tamil Nadu , na Índia) em 1887. Sua mãe era filha de um brâmane e era estéril.

    Aos cinco anos foi para a escola e impressionou a todos por sua excepcional inteligência, parecia já saber tudo o que é ensinado. Ganha uma bolsa para o Liceu de Kumbakonam, onde desperta admiração nos colegas e mestres. Na adolescência começou a estudar sozinho séries aritméticas e séries geométricas e com 15 anos pode achar soluções de polinômios de terceiro e quarto grau.

    Nessa idade, seus colegas conseguiram que a biblioteca lhe emprestasse um livro que foi essencial ao seu desenvolvimento e brilhantismo matemático. Tratava-se de "Synopsis of Elementary Results on Pure Mathematics", obra do autor George Shoobridge Carr (professor da Universidade de Cambridge). O livro apresentava cerca de 6.000 teoremas e fórmulas com poucas demonstrações, o que influenciou a maneira de Ramanujan interpretar a matemática. Demonstrou todas as fórmulas e teoremas, esgotou a geometria, passou a se dedicar à álgebra. Suas irmãs contaram que ele largou as brincadeiras ainda com 9 anos para ficar o dia todo fazendo contas e mais contas em seus cadernos. Nem mesmo ir a escola ele quis, desistindo do ensino médio. Graças a ajuda de amigos, conseguiu um emprego num porto, como cobrador de impostos local no porto de Madrasta.

    Mas nas horas livres, escrevia fórmulas e milhares de números em seus cadernos. Um certo dia, descobriu o nome de três grandes matemáticos da Inglaterra. Enviou uma carta para cada um, com a descrição sobre sua demonstração de 120 teoremas. Dois dos matemáticos nem leram a carta e jogaram-na no lixo, pensando se tratar de algo fraudulento ou coisa de louco.

    O terceiro matemático era G.H.Hardy, idolatrado por Ramanujan, mas que também jogou sua carta no lixo. No entanto, ao receber a visita de outro amigo matemático, Hardy comentou sobre a tal carta de um indiano. O amigo John Littlewood se assustou com o que viu, e alertou a Hardy que ali estavam provas de diversos teoremas que muitos estavam atrás. Não era uma fraude, era uma preciosidade. Ambos passaram a noite inteira lendo e revisando os resultados e se maravilharam com aquilo.
    Littlewood

    Littlewood

    Aos 16 anos fracassou nos exames, por seu inglês ter sido considerado insuficiente, e perdeu a bolsa de estudos. Continuou seus estudos de matemática de forma autodidata, sem livro ou outras fontes documentais. Passou a conhecer tudo sobre essa ciência no seu estado da arte de 1880 e ultrapassa os trabalhos do Prof. G. Shoobridge Carr. Estudando e trabalhando sozinho, recria tudo o que já fora feito em matemática e ultrapassou todo esforço da civilização nesse campo.

    Depois de uma vida com privações e trabalho solitário, Ramanujam casou em 1909. A noiva tinha nove anos de idade e o casamento veio a se consumar quando ela chegou por volta de 18 anos. Ainda em 1910, desenvolveu uma hidrocele testicular e precisava ser operado. A família não tinha dinheiro para pagar a cirurgia, mas um médico local fez a cirurgia sem nada cobrar.

    Procurou trabalho e lhe foi recomendado procurar um procurador de impostos que era um amador com muito interesse em matemática, Ramachandra Rao. Esse lhe oferece uma pensão, sem lhe exigir que trabalhasse, o que Ramanujan recusou por orgulho. Conseguiu por fim, por interferência de conhecidos, um modesto emprego de contador no porto de Madras (hoje Chennai).


    Ramanujan começou a frequentar uma universidade local (na Índia) como ouvinte. Os professores, percebendo suas qualidades, aconselharam-no a enviar os resultados dos seus trabalhos matemáticos, 120 teoremas demonstrados de geometria, para o grande matemático inglês Godfrey Harold Hardy. Impressionado com a inteligência do indiano, em 1913, Hardy o convidou para ir para Cambridge.

    Assim, foi para a Inglaterra nesse mesmo ano e em Cambridge trabalhou durante 5 anos se desenvolvendo mais ainda na matemática. Foi agraciado com o ingresso na Royal Society de Ciências e se tornou professor no Trinity College (Cambridge). Adoeceu com tuberculose em 1919 e voltou à Índia onde morreu, em Kumbakonam, aos 32 anos. Sua viúva, S. Janaki Ammal, viveu em Chennai até sua morte em 1994.

    Ramanujam vivia somente para a matemática e parecia não se interessar por outros assuntos, pouco se preocupava com artes e com literatura. Em Cambridge criara uma pequena biblioteca com informações sobre fenômenos que desafiavam a razão. Em suas descobertas havia os mais abstratos enigmas a respeito das noções de números, em especial sobre os números primos. O Ramanujan Journal, um periódico internacional, foi criado para publicar trabalhos de todas as áreas da matemática influenciadas por ele.

    No total de sua vida, Ramanujan produziu cerca de 4900 páginas de resultados e centenas de teoremas, a maioria ainda sem prova.


    Mas a permanência de Ramanujan em Londres lhe causou a morte. Acostumado a pouca comida e alimentos tendo como base os vegetais, Ramanujan vivia doente por causa das refeições. Em cinco anos adquiriu uma tuberculose, e voltou para a India, onde morreu pobre. Em 1976 George Andrews descobriu na biblioteca de Cambridge o que hoje é chamado de "o livro perdido de Ramanujan". O mundo ficou ainda mais atônito com as anotações esquecidas dentro da biblioteca pelo próprio Ramanujan.

    Depois de sua morte, descobriu-se um baú inteiro de fórmulas as quais Ramanujan descobriu ou reinventou sozinho em sua casa na India. Os especialistas em Teoria dos Números dizem que foi lamentável alguém como Hardy ficar muito tempo sozinho. Mais da metade da sua vida ele passou descobrindo métodos que já existiam. Sozinho ele redescobriu sem informação de ninguém 100 anos de teoria matemática.


    Por exemplo, Ramanujan tinha uma enorme facilidade em tratar com o infinito. Segundo suas próprias palavras, ele dormia e sonhava com a deusa hindu Namagiri. Era ela quem lhe contava sobre os teoremas e sobre as demonstrações em seus sonhos. Eis uma de suas resoluções interessantes sobre o número 3.


    Outra contribuição até hoje esplêndida é sobre a partição de um número. Por exemplo, de quantas maneiras você pode escrever um número? Seja o número N = 4.

    Esse número pode ser:

    4

    3+1

    2+2

    2+1+1

    1+1+1+1

    Ou seja, esse número possui cinco partições, pode ser escrito de 5 diferentes maneiras. Representa-se isso por P(n), ou seja, partições de um número n.

    Mas Ramanujan criou uma fórmula "mágica", testada em computadores com mais de 100 dígitos que possui erro mínimo. A fórmula está ao lado, e ninguém tem a menor noção sobre como ele, apenas manipulando números chegou de forma brilhante nela.


    A fórmula das partições é famosa e leva o nome do mentor de Ramanujan, o matemático que lhe acolheu G.H.Hardy e Ramanujan aparece em segundo lugar.

    Ele também criou fórmulas para o número irracional Pi, para o inverso ao quadrado de Pi, para raízes com somas infinitas e desenvolveu a mais controvérsia de suas fórmulas.

    Todos sabem que somando-se os inteiros a partir do número 1, infinitamente, o resultado é infinito. Essa é conhecida como uma série divergente, pois nunca estaciona em nenhum número finito.

    Não é bem isso que Ramanujan provou. A prova dessa soma infinita dá exatos -1/12. Sim, um número racional, negativo e ...finito! Como?




    Uma prova bem engraçada pode ser acompanhada com o pessoal do Numberphile, vale à pena, é bem simples e didática para todo mundo.


    O mais interessante de tudo, antes que qualquer um fique achando que é uma bobagem, apenas uma brincadeira matemática, é que essa descoberta de Ramanujan tem aplicação física. E foi uma salvação para a explicação de um fenômeno na física quântica.

    Em 1948 o físico Hendrick Casimir dos laboratórios da Philips previu que duas placas metálicas perfeitamente paralelas num vácuo perfeito, e estando ambas descarregas, estão sujeitas a se atrair.

    A força somente seria observada e mensurável a distância da ordem de diâmetros de átomos, na casa dos microns. Mesmo estando em vácuo perfeito, o vácuo possui flutuações causadas por partículas de fótons que se aniquilam e se recriam o tempo todo. Ou seja, seria formado por antipartículas e partículas, numa luta de uma contra outra para sobreviver.

    Estando as placas paralelas e no vácuo, a distâncias muito pequenas, com poucas partículas internas, ao se aniquilarem o fluxo de energia se torna negativo entre essas placas. E isso faria as placas se atraírem.


    Bobagem teórica?

    Pois esse efeito foi observado em 1997 por Steve Lamoreaux de Los Alamos (EUA), depois em 2002 e por fim em 2008, onde foi observada no laboratório a levitação quântica, conforme prevista por Casimir.

    A fórmula final para a soma das infinitas frequências dos fótons em forma de onda que se criam e se aniquilam é 1+2+3+...= -1/12. Sim, a soma infinita das frequências é representada por uma variação negativa no fluxo de energia.


    Isso mostra que Ramanujan, com suas fórmulas e brincadeiras sobre números, conseguiu ajudar a compreensão de um fenômeno observado 80 anos depois de sua morte. Graças a Ramanujan os físicos conseguem calcular o raio de aproximação ideal das placas, para que o fenômeno possa ser observado.


    Quadrados Mágicos

    Ramanujan escreveu vários quadrados mágicos em seus “blocos de notas”. Muito do que ele escreveu nesses blocos de notas permanece incompreensível até hoje. – portanto estas brincadeiras são para gente graúda também.


    Referências
    Peterson, Doug. «Raiders of the Lost Notebook». UIUC College of Liberal Arts and Sciences. Consultado em 22 de junho de 2007
    Krishnaswami, Alladi (1998). Analytic and Elementary Number Theory: A Tribute to Mathematical Legend Paul Erdös. Massachusetts: Kluwer Academic Publishers. 6 páginas
    The interest of G.H. Hardy, F.R.S. in the philosophy and the history of mathematics (em inglês) por Ivor Grattan-Guinness
    Henri Cohen (1993). A Course in Computational Algebraic Number Theory. Col: Graduate Texts in Mathematics. 138. Berlin, New York: Springer-Verlag. ISBN 3-540-55640-0. MR 1228206
    Duncan Buell (1989). Binary quadratic forms: classical theory and modern computations. [S.l.]: Springer-Verlag. p. 69. ISBN 0-387-97037-1

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    Cargo: juíza da Suprema Corte (empatada)
    País: Estados Unidos
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