Ciro, o Grande | Cyrus the Great

Ciro, o Grande | Cyrus the Great



Na noite que corresponde a 5/6 de outubro de 539 AEC em nosso calendário moderno, aconteceu o que parecia impossível à cidade de Babilônia, capital do Império Babilônico. Naquela noite marcante, a cidade foi derrubada pelo exército medo-persa comandado por Ciro, também conhecido como Ciro, o Grande. A estratégia desse rei persa foi brilhante.

Ciro II (Kuruš em persa antigo), foi rei da Pérsia entre 559 e 530 AEC, ano em que morreu em batalha com os Massagetas. Pertencente à dinastia dos Aquemênidas, foi sucedido pelo filho, Cambises II. Foi o criador do maior império até então visto na História

COMO CIRO CONQUISTOU BABILÔNIA

“Quando Ciro decidiu conquistar Babilônia, ela já era a mais destacada entre as cidades do Oriente Médio — talvez entre todas as cidades do mundo”, observa o livro Ancient World Leaders — Cyrus the Great (Líderes do Mundo Antigo: Ciro, o Grande). Babilônia contava com um sistema de proteção praticamente invencível: gigantescas muralhas cercadas por fossos alimentados pelo rio Eufrates, que cortava a cidade.

Fora de Babilônia, os homens de Ciro desviaram o curso do rio, baixando o nível de água da cidade. Então, com água pela coxa, os soldados caminharam pelo rio até os portões, que haviam sido deixados abertos, e encontraram pouca resistência ao capturar Babilônia. Segundo os historiadores gregos Heródoto e Xenofonte, os babilônios confiavam tanto nas defesas de sua cidade que, na noite do ataque, muitos estavam numa grande festa, incluindo o rei! No entanto, o mais interessante é que a conquista de Ciro cumpriu profecias bíblicas impressionantes.

A Palestina, com posição estratégica nas rotas comerciais do Egito, ficou guarnecida por um povo agradecido ao imperador persa e pronto para defendê-lo. A queda da Babilônia ainda lhe rendeu a lealdade dos Fenícios, cuja habilidade naval era admirada pelo mundo conhecido, e que consistiria na base da marinha persa, anos depois, responsável pelas conquistas na Trácia e as guerras contra os gregos.

Em todas as conquistas, destacou-se por uma generosidade incomum no seu tempo, ao poupar seus inimigos vencidos - ou até empregá-los em cargos administrativos de seu império. Ciro também demonstrou tolerância religiosa ao manter intactas as instituições locais (e até cultuar os deuses de regiões conquistadas, como quando entrou na Babilônia e consagrou-se rei no templo de Marduque). Ciro também procurou manter todos os povos do império sob a administração de líderes locais, de forma que, sob a suserania de um governo forte, muitos daqueles povos se viram em melhor situação sob os persas do que independentes.


A habilidade política de Ciro, seguida pelos seus sucessores imediatos, assegurou a força e a unidade de uma vasta região, que ia da Anatólia ao Afeganistão, e do Cáucaso à Arábia, composta por uma miríade de povos diferentes, algo que jamais havia sido conseguido na história da humanidade até então.

Império Medo

Após a morte de seu pai, em 559 a.C., Ciro tornou-se rei de Anshan. Ciro nasceu para reinar, escolhido e ungido de Deus, para cumprir planos do Senhor (Isaías 45). No entanto, seu reino não era independente, posto que, como seus predecessores, Ciro teve de reconhecer sua sujeição ao Reino Medo. Durante o reinado de Astíages, o Império Medo possivelmente governou a maioria dos povos do Antigo Oriente, desde a fronteira da Lídia, ao oeste, até a Pártia e Pérsia, ao leste.

Na versão de Heródoto, Hárpago, buscando vingança, convenceu Ciro a incitar a sublevação dos persas contra seus senhores feudais, os medos. Porém, provavelmente, Harpago e Ciro rebelaram-se devido às suas insatifações acerca da política ministrada por Astíages. O início da revolta se deu em 549 a.C. e, desde então, com a ajuda de Hárpago, Ciro liderou seu exército contra os medos, até a conquista de Ecbátana, em 549 a.C., dominando, efetivamente, o império medo.

Apesar de ter aceitado a coroa da Média, em 546 a.C., ele oficialmente assumiu o título de "Rei da Pérsia". Arsames, que era o governante da Pérsia sob os medos, teve, portanto, de abrir mão de seu trono. Seu filho, Hístaspes, primo de segundo grau de Ciro, foi nomeado sátrapa de Pártia e Frígia. Arsames viveria para ver seu neto tornar-se Dario, o Grande, xá da Pérsia, após a morte dos filhos de Ciro.


A conquista da Média foi apenas o início das guerras realizadas por Ciro. Astíages havia aliado-se a Creso de Lídia, seu cunhado, a Nabônido da Babilônia e a Amásis II do Egito, tencionando reunir forças contra Ciro e seu império.




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